.comment-link {margin-left:.6em;}

Palavra da Lu

12.4.06

Podcast perde força nos EUA

Notícia da Meio e Mensagem revela dados da pesquisa sobre a utilização do podcast nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, só 1% dos lares americanos baixa e utiliza podcasts. Se é um balde de água fria no mercado, o que se pode dizer do Terceiro Setor, que vê na mídia uma excelente forma de gerar visibilidade e conquistar maior adesão às suas causas?
A notícia integral pode ser conferida aqui:
http://www.meioemensagem.com.br/mmonline/jsp/Navega.jsp?pIdConteudo=78552

20.1.06

Alemanha Reage Contra a Concentração de Mídia

No dito "Primeiro Mundo", a concentração de mídia também é uma realidade. A maior empresa jornalística européia, a alemã Alex Springer, busca a compra da terceira rede nacional de televisão do país, a ProSiebenSat.1 Media. No entanto, setores do governo alemão se opõe ao negócio. Uma atitude bastante interessante, ainda mais em se tratando de governos, que sempre acabam lucrando com a existência de grandes conglomerados de mídia. Uma lição - ainda que ideais nacionalistas influenciem a decisão, como se vê clicando no link abaixo - que serve de exemplo ao governo brasileiro, totalmente inerte quando se trata de combater a questão aqui.

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=363IPB003

9.11.05

Cartazes Deixam Sociedade Indignada

Nos EUA, anúncios de divulgação do novo filme "Get rich or die trying"provocam reação da sociedade. Um dos cartazes, que exploram a violência, foi colocado em frente a uma escola. Mais uma prova de que não somos consumidores "Bob Esponja", que absorvem tudo sem ao menos piscar. :)
Para saber mais, acesse
http://www.meioemensagem.com.br/mmonline/jsp/Navega.jsp?pIdConteudo=73182

8.11.05

E a Concentração de Mídia da RBS Avança

Newsletter da Meio e Mensagem informa: o Grupo RBS amplia seus tentáculos midiátios para São Paulo, com aquisição de uma emissora de rádio no interior do Estado. O grupo coloca em prática seu plano de expansão nacional, revelado pela imprensa especializada no ano passado. Saiba mais: http://www.meioemensagem.com.br/mmonline/jsp/Navega.jsp?pIdConteudo=73162

3.11.05

Consumo Mortal

















O consumo norte-americano mata, os Estados Unidos matam ou o consumo semeia a mortandade? Essas são algumas possibilidades de leitura da série "Coke", do cartunista carioca Latuff.

Os participantes do Projeto de Educação Crítica para a Mídia gostaram dos cartuns, mas não chegaram a conclusões definitivas. Afinal, o que esperar da arte, que brinca com o indefinitivo presente no dia-a-dia?

A Juventude é Uma Banda Numa Propaganda de Refrigerante





















Os participantes do Projeto de Educação Crítica para a Mídia também não se enxergam nos anúncios acima, trabalhados no segundo encontro. Humberto Gessinger tinha razão.
O jovem pausterizado pela publicidade é rebelde, alegre, contestador, de cara bonita, sem acne, bem vestido, bem-acompanhado, cheio de vida. O jovem estereotipado da publicidade é um ser cheio de amigos, que conquista tudo, sorriso de comercial de pasta de dente, amigos tão bonitos quanto, e que abafa com o sexo oposto. Meninas têm o corpo perfeito, todas sexys e atraentes. Meninos são um charme só, uma mistura entre o viril e o metrosexual. Todos os jovens que você conhece são assim? Jogue uma pedra no primeiro que disser que sim.

P.S.: os anúncios foram todos retirados da MTV, revista voltada para o público jovem, cuja recenete reportagem revelou que a maioria dos jovens trocariam inteligência por mais beleza. Linha editorial é uma coisa, mas banir anúncios que não reforçam o jovem de forma estereotipada é outra conversa. Consciente mesmo é a Trip que, desde a década de 1990, antes de comercial de cigarro ser proibido, já não aceitava anunciantes dessa natureza.

23.10.05

Alguns participantes

Esses são seis dos 16 participantes do Projeto. Uma beleza de pessoal, mega-participativos. Tens alguns que falam pelos cotovelos - e quem nessa idade não fala, não é? - mas todos "do bem". Tá sendo uma ótima experiência trabalhar com essa gurizada!

17.10.05

Informações e Dados Causam Surpresa





Logo após as apresentações iniciais – qual o teor do projeto, objetivos, dados pessoais, etc. e tal – passamos à discussão de dados e informações gerais sobre a mídia. De quebra, 10 perguntas que os participantes deveriam responder (coladas do indispensável livro de Pedrinho Guareschi e Osvaldo Biz, “Mídia e Democracia” e disponíveis no quadrinho aí acima), sinalizando o conhecimento que possuíam a respeito de veículos de comunicação, programação e, principalmente, quem são os donos de rádios e TVs.

Questões respondidas, o debate inicia. De primeira, Família Marinho e Sílvio Santos são caracterizados como proprietários da mídia. A conversa avança. No final, a revelação que deixa todos estupefatos: a mídia eletrônica tem donos, sim: a sociedade. Nenhum dos participantes sabia que rádios e TVs funcionam graças a concessões públicas, ou seja, que são serviços públicos geridos por empresas com permissão do Governo Federal. Em seguida, a revelação de que essa concessão pública das TVs e emissoras de rádio deve ser renovada a cada 15 e 10 anos, respectivamente, também gerou um profundo silêncio, bem como a informação de que a responsabilidade pela não-renovação é do Congresso Nacional, que tem em seus representantes os grandes beneficiados por concessões de rádios e TVs, como mostra o quadro postado abaixo.

O próximo passo é um texto, de Eduardo Galeano, que provocou uma discussão interessante sobre outros “cases” fabricados pela mídia - tanto lembrados pelos participantes , como por mim, a exemplo da “Menina Que Não Estava Lá”, em reportagem vergonhosamente manipulada pela Veja (matéria completa no link abaixo). http://www.novae.inf.br/pensadores/ultima_de_veja.htm


Por último, dados que reforçam a importância de uma educação crítica para a mídia, dimensão definitivamente indissociável da vida moderna.


O primeiro dia do Projeto chegava ao fim. Ao perguntar a opinião de cada um a respeito do andamento das atividades e o que poderia ser modificado para o próximo, um dos estudantes resumiria bem o espírito daquilo que eu pretendia desenvolver: “nós aprendemos com a senhora, e a senhora aprende com nós”. Realmente, nada seria tão definitivo e recompensador quanto ouvir isso
.