



Os participantes do Projeto de Educação Crítica para a Mídia também não se enxergam nos anúncios acima, trabalhados no
segundo encontro. Humberto Gessinger tinha razão.
O jovem pausterizado pela publicidade é rebelde, alegre, contestador, de cara bonita, sem acne,
bem vestido, bem-acompanhado, cheio de vida. O jovem estereotipado da publicidade é um ser cheio de amigos, que conquista tudo, sorriso de comercial de pasta de dente, amigos tão bonitos quanto, e que abafa com o sexo oposto. Meninas têm o corpo perfeito, todas sexys e atraentes. Meninos são um charme só, uma mistura entre o viril e o metrosexual.
Todos os jovens que você conhece são assim? Jogue uma pedra no primeiro que disser que sim.
P.S.: os anúncios foram todos retirados da MTV, revista voltada para o público jovem, cuja recenete reportagem revelou que a maioria dos jovens trocariam inteligência por mais beleza. Linha editorial é uma coisa, mas banir anúncios que não reforçam o jovem de forma estereotipada é outra conversa. Consciente mesmo é a Trip que, desde a década de 1990, antes de comercial de cigarro ser proibido, já não aceitava anunciantes dessa natureza.